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No contrafluxo da crise, empresas de tecnologia apontam tendência de crescimento em 2020.

No contrafluxo da crise, empresas de tecnologia apontam tendência de crescimento em 2020.

Ferramentas digitais, tecnologia, uso de dados e suas vantagens para empresas de tecnologia

Empresas de tecnologia, que desenvolvem soluções digitais, como a Agrotools, tendem a passar pela pandemia mais fortalecidas. Isso porque a necessidade de confinamento prova a funcionalidade de ações remotas, amparadas por análises de dados e tecnologia.

Apesar da desaceleração da economia mundial, causada pela crise mundial do coronavírus, algumas empresas de tecnologia tendem a ser pontos fora da curva descendente da economia em 2020.

A Amazon – que foca em comércio eletrônico, computação em nuvem, streaming digital e inteligência artificial – anunciou, no início de abril, a ampliação de seu quadro de funcionários para atender seus pedidos de e-commerce. Já a Microsoft divulgou um acréscimo de 40% no número de usuários de seus programas em apenas uma semana. Devido à necessidade crescente por conferências à distância, a plataforma Zoom também já notificou que os acessos nos três primeiros meses deste ano superaram os do ano passado.

“Acredito que, passado o choque inicial provocado pela pandemia, teremos uma visão mais clara sobre a importância de o mercado contar com decisões respaldadas em análises de dados”, diz o CEO da Agrotools, Sérgio Rocha. “A procura por soluções digitais já apresentava uma tendência de crescimento natural. Mas agora essa busca ganha aditivos.”

Em mais de dez anos de atividades, a Agrotools – que desenvolve soluções digitais para o agronegócio – acompanhou o aumento por essa demanda tecnológica. “Chegamos para preencher um verdadeiro delay nas relações comerciais do agronegócio, conectando empresas de seguros, bancos e financeiras e o produtor rural. Disponibilizamos um verdadeiro arsenal de metodologias e ferramentas como big data, processamento de dados, sensoriamento remoto, tecnologia geoespacial e imagens de satélite, entre outras – para aproximar esses dois elos da corrente”, diz o CEO.

Segundo Sérgio, as medidas restritivas de circulação impostas para conter o avanço da pandemia estão evidenciando a necessidade de inteligências artificiais de ação remota. “No agronegócio, o monitoramento e a análise não presencial já eram condições naturais para viabilizar o acesso às informações precisas do que se passa no campo, devido às dimensões territoriais. Por isso, o papel da Agrotools sempre foi trazer os dados das áreas rurais para a mesa de negociação das empresas que se relacionam com o agro,” afirma o executivo. “A partir de agora, forçadas pelas circunstâncias a experimentar essa modalidade de trabalho, as companhias podem notar as vantagens de contar com ferramentas digitais em suas rotinas. E mesmo quem não havia cogitado a possibilidade pode intensificar o uso para otimizar os processos.”

Efeito chicote

Ainda olhando com bons olhos para além da crise, a outra tendência é que o mundo conheça o efeito chicote na economia: o acúmulo de demanda reprimida, por conta do colapso na saúde, tende a gerar um efeito de reestocagem no médio prazo, com as pessoas voltando a circular e consumir.

E não se trata de uma projeção sem fundamento: o mundo está repleto de exemplos de economias reprimidas – pelos mais diversos motivos – que se recuperaram em curto espaço de tempo.

Um exemplo é a Rússia. Entre 1989 e 1998, o país experimentou uma crise profunda, com o fim da União Soviética e graças a uma série de reformas políticas necessárias para que o país se tornasse uma economia de mercado.  Para se ter uma ideia do fundo do poço, durante a crise, o PIB se contraiu em 40% e a produção industrial caiu 55%.

Mas a essa derrocada se sucedeu um crescimento também sem precedentes entre  1998 e 2008. Naqueles anos, o PIB russo cresceu 185%, com média de crescimento anual de 7,3%. Entre as razões apontadas pelos especialistas para este efeito chicote russo estão os preços mundiais do petróleo, que aumentaram rapidamente entre 1999 e 2000. A Rússia registrou um grande superávit comercial em 1999 e 2000. Outra razão é que indústrias domésticas, como a de processamento de alimentos, se beneficiaram da desvalorização, que causou um aumento acentuado nos preços dos produtos importados.  A crise mundial causada pelo coronavírus é sem precedentes e ninguém sabe exatamente como a economia mundial irá reagir. “Mas a tendência é que certos segmentos, como o agronegócio – que segundo especialistas foi um dos que menos sofreu os impactos negativos da pandemia – também seja um dos primeiros a se recuperar e por uma razão simples: a demanda por alimentos não corre riscos de retroceder.”


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