Open Insurance: veja como essa inovação afeta a oferta de seguro rural

O sistema financeiro do Brasil está em meio a uma agenda de inovação. Em 2020, foi implementado o PIX, em agosto deste ano foi dado início à primeira fase de implantação do open bank e em dezembro começa a implementação do open insurance.

Todas essas novidades devem transformar o mercado, gerando mais agilidade em processos e transações, incentivando a concorrência entre os players e fazendo crescer o valor dos dados para as empresas.

Para as instituições que querem se manter fortes, o momento é de ter atenção a tais movimentações e mudanças. Por isso, neste texto, ajudamos você a entender melhor o que é o open insurance e como ele deve afetar a oferta de seguro agrícola. Boa leitura!

O que é o open insurance

Assim como o open bank, o open insurance é parte das práticas que pretendem criar um sistema financeiro aberto — o open finance. Com o open insurance, cria-se um ambiente padronizado de serviços e dados que reúne diversas instituições do mercado de seguros, previdência e capitalização em um único sistema.

Nesse ambiente, haverá troca de dados entre as instituições, e produtos e serviços poderão ser desenvolvidos em parceria entre as diferentes empresas, visando atender de maneira mais satisfatória às demandas do mercado e necessidades dos clientes. Assim, será possível garantir melhores experiências e facilitar o acesso a inovações do segmento.

Os 3 pilares do open insurance

O open insurance está sustentado em três pilares:

Inovação aberta

O sistema de seguro aberto disponibiliza dados e serviços de forma padronizada e integrada, tornando possível a criação e o desenvolvimento de novas soluções para todas as empresas de seguros e previdência envolvidas.

Experiência digital

A estrutura do open insurance e o uso de tecnologias como a Inteligência Artificial e o Big Data otimizam a operação das corretoras e seguradoras, tornando seus processos mais ágeis, bem como oferecem melhor experiência ao usuário. 

Novos modelos de negócio

O acesso aberto a dados e inovações deve impulsionar o surgimento de novos modelos de negócio, o que vai beneficiar todo o mercado de seguros.

Quais empresas de seguro podem aderir ao open insurance

Todas as grandes seguradoras que atuam no país são obrigadas a aderir ao sistema de seguro aberto e, assim, compartilhar seus dados com o mercado. Para as corretoras e seguradoras de menor porte, fazer parte do open insurance é uma opção, mas ao se unir ao sistema, a empresa passa a também ser obrigada a compartilhar suas informações.

Como vai funcionar o open insurance

No Brasil, o sistema aberto de seguros funcionará como uma plataforma integrada, onde as informações e os produtos das empresas participantes serão disponibilizados de maneira padronizada. Para que isso seja possível, serão usadas APIs (Application Programming Interfaces), que permitem o livre compartilhamento de dados. 

Quais os impactos do open insurance na oferta de seguro rural

As mudanças impostas pela implementação do open insurance vão impactar todos os nichos do mercado de seguros, e devem afetar de forma sensível a oferta de seguro rural. A princípio, a inovação deve trazer as seguintes mudanças:

Democratização do acesso aos serviços de seguro

Para os especialistas, o open insurance deve democratizar o acesso aos serviços e produtos de seguro, principalmente por tornar os valores das apólices mais baratos, em virtude da criação de novas soluções e ao aumento da concorrência.

Dentre as alternativas que devem ser apresentadas pelo open insurance para o setor agrícola está a criação de opções de apólices com coberturas exclusivamente para frações de uma propriedade rural e seguros sazonais.  

Personalização dos produtos e serviços

Ao fim da implementação do Open Insurance, com as seguradoras podendo compartilhar os dados dos clientes com outras instituições (desde que com permissão dele), a oferta de serviços personalizados deve crescer consideravelmente.

Isso significa que, por exemplo, em posse do histórico de bom pagador de um produtor rural que tem uma apólice com uma concorrente, uma seguradora pode elaborar um plano que atenda de maneira mais personalizada às necessidades desse produtor, oferecendo melhores custos, o que tende a aumentar as chances de troca de instituição.

Aumento da concorrência

O principal impulsionador dessa personalização e da democratização dos serviços e produtos de seguro deve ser este: o aumento da concorrência em um mercado que ainda é bastante monopolizado no país.

Para atrair e fidelizar clientes, seguradoras e corretoras devem passar a oferecer produtos e serviços cada vez melhores e com menores custos.

Quando o open insurance começa a funcionar no Brasil

Segundo a resolução CNSP nº 415/2021 e a circular 635/2021, publicadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) no Diário Oficial da União, o open insurance deve começar a ser implementado no país em dezembro e sua implantação será faseada, conforme o cronograma a seguir:

Fase 1 | Open data: compartilhamento de dados abertos de seguros (15/12/2021)

  • dados públicos das sociedades supervisionadas;
  • canais de atendimento;
  • produtos disponíveis;
  • marketplace.

Fase 2 | Compartilhamento de dados pessoais (01/09/2022)

  • cadastro de clientes e representantes;
  • movimentações dos clientes relacionadas a produtos;
  • registro de dispositivos eletrônicos;
  • dados individuais de clientes (esse compartilhamento só será possível com o consentimento do cliente).

Fase 3 | Efetivação de serviços (01/12/2022)

  • contratação;
  • endosso;
  • resgate ou portabilidade;
  • pagamento de sorteio;
  • aviso de sinistro;

Na implementação da fase 3, o foco deve ficar na melhoria da experiência do consumidor.  Como você pôde ver ao longo deste artigo, o open insurance vai transformar o mercado de seguros, impactando fortemente o segmento de seguros agrícolas, e sua empresa precisa estar preparada para essa nova Era. Acompanhe nosso blog e não perca nenhum assunto relevante para o sucesso do seu negócio.

Compartilhar este post

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Anterior
Próximo

Mais para explorar