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ODS 5 Igualdade de gênero: boas práticas para a governança corporativa

ODS 5 Igualdade de gênero: boas práticas para a governança corporativa

ODS 5 Igualdade de gênero: boas práticas para a governança corporativa

22 de agosto de 2022

Tempo de Leitura: 7 minutos

Apelo global por ações que acabem com as principais mazelas do planeta, as ODSs — Objetivos de Desenvolvimento Sustentável —, são um programa da ONU formado por 17 metas que devem guiar os países e toda a sociedade a atingirem a Agenda 2030. Entre esses objetivos está a igualdade de gênero.

Tantas vezes negligenciada por diversos agentes sociais, a disparidade de condições e oportunidades entre homens e mulheres no mercado de trabalho deve ser colocada no centro das discussões pelas companhias que desejam estar plenamente alinhadas aos princípios ESG. 

A Agrotools, como empresa certificada pelo Sistema B, tem o compromisso de adotar práticas e difundir conhecimentos que ajudem todo o mercado a se tornar promotor da solução dos grandes problemas sociais e ambientais do mundo. Por isso, neste artigo, foram reunidas  informações que possam vir a conscientizar sobre a equidade entre os gêneros, além  de apresentar ações que apoiem as organizações a garantirem maior paridade entre homens e mulheres em suas estruturas e em toda a sociedade. 

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Afinal, o que é igualdade de gênero? 

A igualdade de gênero é, a princípio e principalmente, um direito humano fundamental e indispensável à construção de uma sociedade plenamente desenvolvida e pacífica.

Seus pilares são a defesa da paridade de direitos e oportunidades para homens e mulheres, e o fim das variadas discriminações e violências às quais o feminino está exposto desde os tempos mais remotos. 

Em uma sociedade mais justa, cidadãos que se identificam como homens ou mulheres têm, igualmente:

  • acesso à saúde e à educação; 
  • oportunidades de trabalho e renda;
  • acesso a posições de poder e influência;
  • liberdade e domínio sobre o próprio corpo.  

A falta de equilíbrio entre homens e mulheres no mercado de trabalho

Apesar de corresponderem à metade da população mundial, as mulheres representam apenas 38% da força de trabalho global. No Brasil, esse percentual é de 42%, enquanto para os homens chega a 58%.

No mercado e nas empresas brasileiras, a desigualdade de gênero evidenciada por esses dados se reflete na baixa ocupação de cargos de liderança por mulheres, nos salários díspares e no maior número de pessoas do sexo feminino desempregadas. 

Em nosso país: 

  • menos de 38% dos cargos de liderança nas empresas são ocupados por mulheres; 
  • um homem pode ganhar até 19% mais do que uma mulher que ocupe a mesma posição hierárquica;
  • segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, em 2021 o índice de  desemprego entre as mulheres era de 16,45%, enquanto o desemprego geral era de 13,20%.

As mulheres no segmento agro 

Como mostram os números anteriormente apresentados, a disparidade entre as oportunidades dadas às pessoas de diferentes gêneros é um problema global, mas o cenário se agrava em segmentos historicamente dominados por homens, como o agro. 

Segundo dados da tese escrita por Vitória Martins de Oliveira, Sales Development, da Agrotools, a mulher sofre discriminação e segregação ainda mais severas em campos de atuação como a engenharia e o mercado florestal. E embora os números mostrem que entre 2004 e 2015 houve crescimento na participação feminina no agronegócio, a presença de mulheres no segmento ainda é baixa, apenas 28%.

Igualdade de gênero e ESG

Dados como os expostos neste artigo e estudos como os publicados pelo Fórum Econômico Mundial de 2020, que mostrou que para chegarmos a uma sociedade com equidade plena entre os gêneros no mercado de trabalho pode-se levar em torno de 100 anos, indicam que há um longo caminho a ser percorrido até o cumprimento da ODS #5. 

Esse cenário, no entanto, não deve desanimar os agentes sociais, como as empresas que entendem a importância de estarem alinhadas com os pilares ESG, e sim reforçar a importância do não negligenciamento da letra G desta agenda.  

Tão importante quanto as responsabilidades ambiental e social, é o comprometimento das companhias com a governança corporativa: prática fundamental para proteger a marca de impactos reputacionais e estruturar empresas e uma sociedade mais justa para homens e mulheres.

 

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4 boas práticas para garantir igualdade entre mulheres e homens nas empresas 

Embora construir companhias mais justas, com oportunidades para homens e mulheres ainda seja um grande desafio, a adoção de algumas práticas garante que as empresas iniciem sua jornada em busca dessa conquista e, consequentemente, usufruam de todos os benefícios de ter um quadro de colaboradores mais diverso e equilibrado. 

A seguir, listamos quatro ações fundamentais para sua marca ser um agente promotor da ODS #5. 

Ter uma política de paridade salarial 

A garantia de paridade salarial é requisito básico para o alinhamento das empresas com a agenda ESG. Vale ressaltar, inclusive, que a equiparação de salários é direito de todo trabalhador, já que a legislação assegura isonomia nas remunerações para cargos com as mesmas funções e responsabilidades. 

Sendo assim, para sua empresa estar em compliance com as leis trabalhistas, deve garantir que toda mulher ganhe o mesmo valor que um homem que ocupe a mesma posição. 

Reprimir práticas de discriminação e assédio

A discriminação e o assédio são problemas que afetam diretamente as mulheres no mercado de trabalho, e são um obstáculo à sua permanência nos empregos e à sua evolução profissional. 

Para ser um agente de promoção da igualdade de gênero, as companhias precisam abrir canais para a denúncia dessas ações, e estabelecer políticas de enfrentamento que protejam a vítima e afastem e punam o agressor. 

Promover campanhas internas de conscientização é uma forma de inibir a discriminação e o assédio. É importante que essa prática se torne parte da cultura organizacional da empresa, e que haja a inclusão desses ideais nos valores da companhia.

Incentivar a diversidade nas contratações 

Em muitas empresas, a disparidade entre homens e mulheres começa já nos processos de recrutamento e seleção, quando são aplicadas práticas como:

  • preterir mulheres com filhos pequenos ou que pretendem engravidar; 
  • levar em conta atributos físicos; 
  • presumir que mulheres não têm aptidão para realizar certas funções. 

O uso desses critérios deve ser eliminado dos processos de seleção e substituído por avaliações justas, que considerem apenas as experiências e as competências do candidato. 

Criar um programa de liderança feminina 

A falta de liderança feminina é um grave problema nas empresas e um dos principais desafios à conquista de maior paridade entre os gêneros no mercado de trabalho. 

Para mudar isso, criar um programa de liderança que estimule a ocupação de cargos de chefia pelas mulheres e impulsionar trajetórias femininas inspiradoras é um ótimo começo.

Esses programas devem guiar a empresa para, além da contratação de mais mulheres para posições de comando, estruturar planos de desenvolvimento para a formação interna de lideranças femininas e estabelecer metas que garantem o equilíbrio em curto e médio prazo no número de líderes dos dois gêneros.

Para finalizar, vale reforçar a importância das empresas compreenderem que se alinharem ao compromisso pela busca da equidade entre homens e mulheres não traz apenas benefícios sociais, também resulta em vantagens competitivas para o negócio, já que há diversas experiências que comprovam que ter diversidade no quadro de colaboradores e maior número de lideranças femininas impacta diretamente nos resultados financeiros da companhia.

Não se pode esquecer, ainda, que uma empresa mais diversa e com políticas bem estruturadas de afirmação e empoderamento das mulheres está mais segura contra crises que envolvam a imagem do negócio. 

Para conhecer outras práticas importantes para proteger sua marca, baixe nosso material rico que mostra como blindar sua empresa dos riscos reputacionais.

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