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Mitigação de risco no crédito rural: dicas para instituições financeiras

Mitigação de risco no crédito rural: dicas para instituições financeiras

16 de março de 2023

Tempo de Leitura: 7 minutos

Dentro do mercado de crédito rural, a mitigação de riscos tem grande relevância para a rentabilidade da instituição financeira. Ao lidar com uma atividade que pode ser imprevisível, ter ferramentas para mensurar e diminuir os riscos das operações é um diferencial na tomada de decisões.

Nesse sentido, o artigo a seguir apresenta os principais riscos envolvidos em uma  operação de crédito rural e lista dicas para fazer um gerenciamento de riscos eficiente. Com isso, a empresa pode fazer análises mais rápidas, seguras e inclusive alinhadas com a agenda ESG. Boa leitura!

Importância da mitigação de risco no crédito rural

Uma operação de crédito rural, seja ela em qualquer atividade, envolve riscos, como a inadimplência e os danos à imagem da instituição financeira. Não há como fugir disso, porque a operação envolve o empréstimo de dinheiro para produtores e/ou pessoas jurídicas. Ainda que haja regras e planejamento, a empresa precisa lidar com incertezas.

Por isso, a mitigação é a resposta ideal para evitar que a concessão se transforme em uma loteria. A ideia é justamente a contrária: uma oferta de financiamento do agronegócio mais confiável e previsível.

Assim, uma boa mitigação de risco traz diversos benefícios para os bancos e cooperativas que ofertam crédito rural, por exemplo, como:

  • análises mais seguras, baseadas em dados históricos, atuais e preditivos;
  • maior conexão entre quem concede o crédito e quem recebe, o que permite conhecer melhor as propriedades e clientes;
  • compliance socioambiental, com a identificação de irregularidades e problemas em potencial que possam vir a influenciar de forma negativa;
  • maior rentabilidade nas operações, com diminuição da inadimplência.

Esforços para aumentar a segurança das operações

Para além dos bancos e outras instituições, existem iniciativas governamentais que buscam tornar o mercado mais sólido. Um exemplo é o Acordo de Basiléia, assinado em 1988 e atualizado em duas oportunidades (2004 e 2010), que o Brasil não participou, mas aderiu às suas diretrizes internamente. 

O objetivo do acordo é tornar o sistema bancário estável e com maior liquidez. Por isso, as instituições financeiras foram estimuladas a adotar processos mais eficientes para a mensuração e mitigação de risco. O impacto é positivo em todo o mercado.

Logo, se a sua instituição financeira ainda carece de ações mais efetivas para controlar os riscos, ela não só pode ter possibilidades de prejuízos ou danos à imagem, como também compromete a solidez de todo o segmento.

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Principais tipos de riscos para as instituições financeiras

Dentro do mercado de crédito, existem uma série de riscos que a instituição financeira assume no momento de realizar o empréstimo. Um deles é o próprio risco de crédito, por exemplo, que é a possibilidade de não cumprimento do contrato pelas contrapartes.

Porém, no âmbito do crédito rural, existem riscos específicos. Conheça os mais importantes:

  • Inadimplência: risco de não receber o valor acordado no contrato pela incapacidade de pagamento do tomador do crédito.
  • Degradação de garantias: perda no valor das garantias apresentadas durante a vigência do contrato.
  • Degradação de Crédito: diminuição na qualidade creditícia do cliente que tomou o crédito com a instituição.
  • Climáticos: dificuldades no pagamento do crédito por conta de problemas climáticos que comprometem a produção e resultados do cliente.
  • Socioambientais: potenciais danos gerados à sociedade e ao meio ambiente pela atividade ou ação do cliente.
  • Imagem ou reputacionais: ter clientes na carteira que cometam irregularidades e que arranhem a imagem da empresa.

Dicas para realizar uma mitigação de riscos com acurácia

Depois de conhecer os principais riscos envolvidos nas operações de crédito rural, chegou a hora das dicas para mitigá-los com maior confiança. Por meio de um processo digital de análise de crédito, é possível agilizar e proteger toda a sua carteira de crédito.

Abaixo, confira três dicas para ter uma conexão completa com o território rural e os clientes das suas operações!

Crie uma metodologia com base em dados confiáveis

Dentro da mitigação de riscos, a tecnologia tem um caráter transformador nas análises de crédito rural. Até porque a informação é a base para fazer avaliações com maior segurança e agilidade.

Por meio da digitalização da oferta de crédito rural, a instituição financeira tem a capacidade de enxergar todas as variáveis que incidem em cada operação. Todo tipo de empresa deve adotar esse processo, porque além dos ganhos de escala, há um impacto positivo na rentabilidade da carteira.

Aqui na Agrotools, existem uma série de APIs, SaaS e outros microsserviços que estão disponíveis no nosso marketplace e que podem ser unidos para criar uma metodologia própria de análise.

Isso inclui, por exemplo, fazer consultas para evitar riscos socioambientais, como as dívidas trabalhistas e os embargos ambientais. Além disso, há a possibilidade de fazer a valoração remota das garantias, além da análise de estimativa de penalização da produtividade e uso do solo.

Mantenha uma carteira equilibrada

Ao contrário de outras atividades, o agronegócio lida com a possibilidade de catástrofes concentradas, ou seja, um grande número de perdas no mesmo tipo de cultura ou em uma mesma região . Naturalmente, isso aumenta o risco de crédito das operações.

Por isso, um dos segredos da mitigação de riscos dentro do crédito rural é ter uma carteira equilibrada. O objetivo é diversificar os produtos e, se possível, trabalhar com produtores de áreas diferentes no país.

Nesse contexto, junto com o conhecimento a fundo do perfil dos clientes, a instituição financeira tem a capacidade de identificar melhor os riscos envolvidos. Assim, evita concentrar a sua carteira de crédito em locais ou culturas que podem ter muitas perdas e, como consequência,com uma probabilidade maior de inadimplência.

Faça um monitoramento ativo da carteira

O monitoramento das operações de crédito rural é essencial por dois motivos principais. O primeiro deles é que o processo deixa a concessão mais eficiente e com menor risco de crédito, porque é possível acompanhar a condução do tomador e verificar indícios de irregularidades.

O segundo ponto é que, com base na resolução Nº 4.895 do Banco Central, as instituições financeiras se tornaram responsáveis pelo monitoramento e fiscalização das operações. O objetivo é combater o desvio de finalidade e tornar o crédito mais efetivo.

Não há uma regra específica para fazer o monitoramento. Porém, o mais recomendado é usar o sensoriamento remoto, com base em imagens de satélite, dados públicos e auditáveis. Existe a possibilidade de extrair imagens de alta qualidade, por meio de ferramentas com baixo custo.

Dessa forma, a sua instituição é capaz de fazer uma série de verificações, como o tipo de cultura e o desenvolvimento da vegetação, mesmo a milhares de quilômetros de distância. Junto com as outras dicas, o monitoramento remoto é um instrumento fundamental para a mitigação de risco no crédito rural.

A boa notícia é que existem ferramentas com resultados comprovados e prontas para uso, que podem fazer toda a diferença nas suas operações de crédito rural. Clique aqui e conheça a solução digital da Agrotools voltada especialmente para as empresas que financiam o agro!

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