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Crédito rural: como reduzir a insegurança gerada pela escassez de informações no campo

Crédito rural: como reduzir a insegurança gerada pela escassez de informações no campo

Crédito rural: como reduzir a insegurança gerada pela escassez de informações no campo

Apesar da crise gerada pela pandemia do coronavírus, o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 8,36% em 2021. Isso representa uma participação acima dos 27% na economia do país.

E, mesmo com a alta da inflação e guerra na Ucrânia, as previsões são de que o setor continue a crescer em 2022. Sem dúvida, esses dados deveriam ser um convite aos fornecedores de crédito rural, mas nem tudo são flores no setor.

Os ótimos resultados do agronegócio não eliminam um desafio diário das instituições financeiras que viabilizam atividades relacionadas à produção agropecuária: a assimetria de informações, que aumenta os riscos para o fornecedor e dificulta a concessão de crédito no setor agro. 

Neste conteúdo, tratamos dos impactos dessa falta de informações confiáveis na rotina das empresas que concedem crédito rural e listamos algumas dicas para reduzir esse problema. Confira!

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O que é crédito rural 

O crédito rural é o financiamento voltado para as atividades do campo. Esses recursos são ofertados pelos bancos e instituições financeiras a produtores, cooperativas de crédito ou empresas que estão inseridas no agronegócio, com o objetivo de desenvolver economicamente o setor.

Por meio do crédito rural, por exemplo, os produtores podem garantir a produção da próxima safra e realizar uma série de investimentos e melhorias nas suas propriedades rurais. Essa é a principal opção de financiamento para esse público e tem grande potencial de mudanças positivas no mercado.

Manual do Crédito Rural do Bacen

O Manual do Crédito Rural (MCR) é o documento que contém todas as regras e informações importantes sobre o Crédito Rural.

Assim, o MCR serve como base para todas as normas definidas pelas entidades governamentais, como o Banco Central (Bacen) e o Conselho Monetário Nacional (CMN).

Atividades financiadas pelo crédito rural

Dentre as atividades financiadas pelo crédito rural existem duas categorias principais: a agrícola, que é o plantio de culturas perenes e temporárias, e a pecuária, que tem relação com a criação de animais.

Porém, é importante destacar que a oferta de crédito também pode ser voltada para outras atividades relacionadas, como logística, estocagem, comercialização, insumos e agregação de valor, entre outras.

Para além dessa divisão por atividade, o crédito rural é segmentado em quatro tipos:

  • custeio: voltado para custear a atividade rural, como a compra de adubos, por exemplo;
  • investimento: financiamento de bens e serviços, de forma fixa ou semifixa, com objetivo de trazer inovações e melhorias;
  • comercialização: auxílio para a venda dos produtos no mercado ou mesmo para financiar a estocagem;
  • industrialização: recursos para promover a industrialização dos produtos agropecuários.

Evolução do crédito rural no Brasil

Até pelo protagonismo do agronegócio na economia brasileira, o crédito rural é tratado como uma política nacional. Dessa forma, o financiamento rural foi institucionalizado em 1965, por meio da Lei 4.892, e vem experimentando um crescimento importante nas últimas décadas.

Durante o Plano Safra 2021/2022, a contratação de crédito rural atingiu R$ 209 bilhões em apenas nove meses. É um crescimento de 25% em relação ao mesmo período da safra passada.

Apenas como comparação, a oferta em 1994, primeiro ano do Real, ficou abaixo dos R$ 9 bilhões. Ou seja, é um mercado em expansão, mas com espaço para crescer ainda mais.

O que é assimetria de informações na concessão de crédito rural

É notório que os setores do agronegócio são fortemente dependentes da disponibilização de crédito para investimento e custeio das atividades no campo. Nesse sentido, para fornecer os recursos, o mercado de crédito se estabeleceu. 

Porém, apesar dos avanços importantes, uma das suas principais características é a assimetria de informações. Nessa situação, uma das partes detém mais informações do que a outra. No âmbito do crédito rural, ela pode ser entendida também como assimetria de percepção.

Essa assimetria está relacionada com a dificuldade que as instituições financeiras enfrentam para obter dados completos e confiáveis sobre as propriedades, os produtos e/ou os serviços a serem financiados, além dos riscos de inadimplência apresentados por um tomador. 

Isso ocorre porque, de forma geral, as empresas que fornecem crédito rural só têm acesso às informações disponibilizadas por quem precisa de financiamento.

Só que, muitas vezes, esse empreendedor do campo tem uma percepção limitada sobre seu próprio negócio e não consegue ter um controle total do que acontece em seu território.

A falta de dados prejudica a concessão de crédito para o segmento agro

Assim, as instituições financeiras têm dificuldades para alcançar uma visão completa dos riscos e oportunidades contidos em cada pedido de concessão de crédito rural e acabam obrigadas a operar às cegas em muitas concessões.

A assimetria de informações deixa o emprestador mais exposto ao risco de inadimplência, um dos maiores problemas desse mercado.

Como consequência, esse cenário faz bancos e outras financeiras se tornarem cada vez mais seletivos e duros na busca por evitar prejuízos futuros. Essa cautela dificulta o acesso do empreendedor rural ao crédito, mesmo que tenha um longo histórico de adimplência. Logo, o impacto também é sentido na geração de novas oportunidades de negócio.

Como as empresas que fornecem crédito rural podem diminuir essa assimetria

Diante desse cenário, um dos desafios para as empresas que concedem crédito rural é tentar diminuir a disparidade de informações e percepções colhidas em um pedido de linha de crédito para o campo.

Para ajudar nessa missão, listamos quatro práticas que podem aumentar a segurança e a agilidade das suas operações de crédito. O seu impacto será direto na rentabilidade da sua instituição financeira!

Maior aproximação entre tomador e emprestador

O estabelecimento de um relacionamento mais próximo entre instituição financeira e tomador do crédito rural facilita a coleta de informações, ajuda na análise de riscos da transação e permite a identificação de oportunidades vantajosas para o fornecedor de crédito.

Definição de garantias

A definição de garantias é etapa importante da concessão de crédito rural e serve como instrumento de proteção para a instituição financeira contra casos de inadimplência. Toda operação de crédito tem um risco atrelado, então esse processo aumenta a segurança na hora da concessão.

Uma dica importante é que a instituição financeira deve ficar atenta à valoração de garantias, que permite clarear o risco de crédito e saber o real valor das garantias apresentadas. Para isso, o ideal é fazer uma valoração remota, que é mais rápida e assertiva, e monitorar constantemente os bens que foram apresentados.

Acompanhamento de projetos financiados

Depois de concedido o crédito rural, fazer o acompanhamento do território ou negócio financiado é a melhor forma de mitigar riscos e inibir inadimplentes. Soluções como o sensoriamento remoto do solo por drones e o uso de imagens de satélite garantem mais controle sobre o que está acontecendo no campo.

Uso de tecnologia e recursos digitais

Para colocar em ação as práticas acima, é indispensável investir em recursos tecnológicos.

A digitalização dos processos de coleta e análise de dados e o monitoramento das operações de risco na concessão de empréstimo rural são a forma mais eficaz de proteger as instituições financeiras sem deixar passar as oportunidades apresentadas pelo agronegócio.

Ou seja, a tecnologia é uma aliada fundamental na luta contra a escassez de informações sobre o campo brasileiro. O acesso a dados confiáveis é o atalho para oferecer o crédito rural de forma rápida, segura e com o gerenciamento de riscos ideal para cada operação.

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