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Biomas do Brasil: exemplos de produção agro sustentável na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa

Biomas do Brasil: exemplos de produção agro sustentável na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa

Biomas do Brasil: exemplos de produção agro sustentável na Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica e Pampa

Os biomas do Brasil são mundialmente conhecidos pela sua biodiversidade e influência na manutenção da vida no planeta. 

Some esse cenário com o fato de o território brasileiro ser responsável por boa parte da produção agrícola mundial e você entenderá porque o país é sempre citado quando o assunto é produção agro sustentável.

Mas como equilibrar a preservação ambiental com a exploração de todo o potencial agrícola brasileiro

Afinal, além dos problemas relacionados às mudanças climáticas, o planeta também enfrenta o desafio de produzir alimentos, entre outros bens de consumo, para uma população global que deve chegar a 9,7 bilhões de pessoas até 2050.

Nesse contexto, a única saída possível é a adoção de práticas agrícolas sustentáveis e de tecnologias que otimizem a produção e melhorem os resultados no campo. 

Por isso, neste artigo você vai conhecer alguns exemplos e os desafios da produção agro sustentável nos diferentes biomas do Brasil.

Biomas do Brasil: características, desafios e exemplos de produção sustentável

Para entender as estratégias que podem ser implementadas para uma produção mais sustentável, é necessário conhecer as características e os desafios de manejo em cada um dos biomas do Brasil.

Entenda abaixo:

Amazônia

O maior bioma do território brasileiro também abriga a maior biodiversidade do planeta.

Com uma área de extensão que chega a quase 4 milhões de quilômetros quadrados somente no Brasil, a Floresta Amazônica funciona como uma espécie de bomba d’água. 

Por isso, além de toda sua riqueza natural, esse bioma também é responsável por formar os chamados Rios Voadores.

Esses rios são correntes de ar com mais de 3 km de altura e milhares de quilômetros de extensão, que carregam a umidade da Bacia Amazônica para diversos estados do Brasil, como Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Paraná. 

Eles são formados a partir do processo de evapotranspiração da floresta e de sua capacidade de atrair a umidade do mar para o continente. 

Em função disso, especialistas defendem que a conservação e manejo sustentável do bioma amazônico é fundamental para a manutenção do regime de chuvas e o clima não só do Brasil, mas do mundo. 

Por conta desse contexto, a preservação da Amazônia é constantemente discutida em conferências e eventos internacionais e seu desmatamento tem prejudicado a reputação das empresas brasileiras frente ao mercado global.

Nesse cenário, hoje o entendimento é que, sem a floresta, não existe produção agrícola nas regiões que concentram rebanhos e lavouras mais importantes do país. 

Em função disso, diferentes agricultores e instituições têm trabalhado para manter uma produção sustentável para a região. 

Além do extrativismo legal da castanha-do-pará e de outras frutas, hoje se destaca a produção de peixes no estado do Amazonas e a produção de farinha de mandioca no Acre.

Nesse cenário, a implementação de sistemas agroflorestais (SAFs) e de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) são boas opções de investimento. 

Afinal, além de serem economicamente viáveis, eles contribuem para a recuperação e preservação do solo e da vegetação local.

Caatinga

Conhecido pelo clima quente e pela vegetação de aspecto retorcido, a Caatinga é o único bioma dessa lista que é exclusivamente brasileiro.

Em função do seu clima semiárido, das temperaturas elevadas, dos solos profundos e do déficit hídrico severo, a agricultura irrigada e de sequeiro predominam na Caatinga. 

Além disso, boa parte da produção regional (pecuária e fruticultura) é proveniente da agricultura familiar.

Afinal, as restrições ambientais e a falta de infraestrutura e assistência técnica nessa região dificultam a implantação de outros sistemas de cultivo.

Nesse contexto, a adoção de práticas sustentáveis exige que o produtor respeite as limitações do solo, adote a rotação de cultura e invista em sistemas inteligentes de irrigação.

Cerrado

De todos os biomas do Brasil, o Cerrado se destaca por seu alto nível de exploração e potencial agropecuário. 

Ele ocupa 22% do território nacional, abriga as nascentes das três bacias hidrográficas mais importantes da América do Sul e possui características climáticas e geológicas favoráveis à produção agrícola. 

Por isso, nas últimas quatro décadas, esse bioma passou por uma verdadeira transformação e se tornou a região mais importante do país na produção de insumos, como fertilizantes e herbicidas, e commodities agrícolas, como soja, milho e algodão. 

Porém, por conta do processo de ocupação desordenado e da falta de implementação de boas práticas agrícolas ao longo dos anos, hoje o Cerrado também se destaca por apresentar várias propriedades com importantes passivos ambientais. 

Por isso, atualmente a região registra uma alta demanda por regularização ambiental e acumula problemas em relação ao esgotamento do uso do solo e da alta concentração de agroquímicos.

Nesse contexto, uma produção agro sustentável deve ter como objetivo não só a preservação dos resquícios de vegetação e proteção de nascentes, mas também a recuperação de áreas degradadas. 

Para isso, muitos agricultores já adotaram o Sistema de Plantio Direto (SPD) e o Manejo Integrado de Pragas e Doenças, visando reduzir a aplicação de agroquímicos. 

Além disso, práticas como rotação e sucessão de culturas, uso de sementes certificadas e sistemas ILPF também têm sido incentivados e utilizados no campo para otimizar a produção agropecuária. 

E tudo isso é feito com o auxílio de tecnologias, especialmente com as inovações provenientes da Agricultura 4.0.

Pantanal

O Pantanal é considerado uma região de confluência entre vários biomas, como Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado. 

Em função disso, esse bioma é conhecido pelos ciclos das águas e por ter uma das maiores extensões de áreas alagadas do mundo.

Por conta dessas características e de sua rica biodiversidade, ele é considerado um Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera da Unesco. 

Além disso, os estados com bioma pantaneiro, como o Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, se destacam por suas atividades pecuárias. 

A criação de herbívoros, principalmente de gado bovino, foi motivada pelo solo arenoso e com suporte a pastagens nativas, utilizadas para alimentar os rebanhos. 

Por conta da falta de infraestrutura regional para a implementação de outras atividades agrícolas, muitos produtores têm adotado sistemas integrados de manejo, especialmente o ILPF. 

Assim, embora ainda existam muitas medidas que devem ser implementadas para combater o desequilíbrio ecológico da região, a adoção desses sistemas tem contribuído para a sustentabilidade econômica da pecuária bovina e para o sequestro de carbono.

Mata Atlântica

A Mata Atlântica é considerada o bioma mais degradado do país. Em 2018, cerca de 80% de sua vegetação já havia sido desmatada. Porém, essa degradação não é resultado do modelo de produção agrícola recente. 

É importante lembrar que a Mata Atlântica é uma formação florestal que ocupa boa parte da costa brasileira e tem sido explorada desde a chegada dos colonizadores portugueses. 

Por conta de sua biodiversidade e contato com o mar, esse bioma foi o mais impactado do país pela ocupação humana e pela exploração agrícola ao longo dos séculos.

Cerca de 56% das áreas urbanas do país estão concentradas em regiões de Mata Atlântica. 

Além disso, em função desse processo histórico de ocupação, hoje a região conta com uma agricultura mais madura. 

Por esse motivo, atualmente o bioma é marcado pela presença dos chamados cinturões verdes, formados ao redor das metrópoles e são responsáveis, principalmente, pela produção de hortaliças. 

Ademais, é comum encontrar fazendas com um longo histórico na produção de frutas, café, cana-de-açúcar e na criação de gado leiteiro que utilizam práticas mais sustentáveis. 

Dentre elas, destaca-se o uso sistemas SAFs e ILPFs, os projetos de recuperação de área degradada e monitoramento da flora e fauna nativa, bem como a restauração das nascentes. 

O uso de inovação, recursos tecnológicos e ferramentas de gestão e análise socioambiental também auxilia o trabalho e os resultados dos produtores estabelecidos nessa região.

Pampa 

O Pampa pode ser considerado um dos menores biomas do Brasil, ocupando apenas 2% do território nacional. 

Apesar disso, assim como a Mata Atlântica, esse bioma passou por um processo histórico de exploração que resultou na redução expressiva da sua vegetação original. Atualmente, somente cerca de 20% do Pampa conserva sua mata nativa.

Por conta de suas planícies, relevos suaves e ocorrência de temperaturas amenas, a pecuária extensiva se destaca na região, produzindo não só alimento, mas também matéria-prima para a indústria de vestuários.

Recentemente, houve uma expansão do cultivo de monoculturas, como soja e arroz, em função de mudanças no manejo local. 

Porém, o avanço desordenado dessas atividades ao longo da história, com o plantio de pastagens exóticas acelerou a degradação do bioma.

Por isso, hoje o Pampa passa por um processo de transição e diversificação dos sistemas agropecuários, como o investimento em sistemas de integração lavoura-pecuária.

A tecnologia é a chave para a produção sustentável 

Diante da pressão por cadeias de suprimentos mais sustentáveis e da necessidade de preservação dos biomas do Brasil, o investimento em soluções inovadoras será cada vez mais necessário.

Afinal, não basta blindar a cadeia de valor do produtor. É necessário investir em estratégias que permitam a manutenção e crescimento da agroindústria em sintonia com as demandas globais.

Para isso, empresas e agricultores precisam começar a utilizar diferentes tecnologias, como o uso de ferramentas da Agricultura 4.0, softwares de gestão agrícola, análises socioambientais, entre outros recursos.

Em sintonia com as mudanças e o cenário agrícola global, a Agrotools também possui uma visão de futuro sustentável. 

Por isso, a maior AgTech da América Latina oferece soluções que garantem ESG, compliance e sustentabilidade para o seu negócio.

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